Futebol – São Paulo já tem estudo pronto para virar clube-empresa – Notícias



O São Paulo tem um estudo de finanças preparado para se transformar em um clube-empresa, revelou nesta terça-feira, 13, Marco Aurélio Cunha, coordenador de futebol feminino da CBF e conselheiro do time paulista. No dia anterior, ele visitou o centro de treinamento tricolor na companhia do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) para discutir um projeto de lei que beneficiará os clubes brasileiros que aderirem ao modelo de gestão, visando a redução de dívidas e atraindo mais investidores.

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“O São Paulo tem há algum tempo um estudo (feito por advogados do escritório Ambiel – Manssur, Belfiore & Malta) sobre separação do futebol e área social, algo que, inclusive, era uma determinação do novo estatuto. A análise está na mão de um dos dirigentes do São Paulo, que pertence ao conselho de administração, e de uma equipe de juristas, que fez essa eventual mudança para estudo do próprio conselho deliberativo do clube e isso está perto do produto final. É uma questão de vontade política e tempo. Depende dessa lei ir adiante e de como o clube vai se adaptar a ela depois da aprovação”, contou Marco Aurélio a VEJA.

O projeto de lei 5.082/2016 tem como objetivo gerar incentivos aos clubes brasileiros que transformem o departamento de futebol em uma empresa. O principal benefício da mudança seria a redução de tributos federais, unificando quatro tributos em apenas um, limitado a 5% das receitas mensais. 

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“O Rodrigo Maia está trabalhando pela aprovação. Ele quer ouvir as partes e tentar construir um texto com a ajuda dos clubes. Ele está muito focado nisso, porque gosta de futebol e é torcedor do Botafogo, que precisa de algo diferente. Muitos clubes que tem grande risco financeiro poderão se apoiar nisso, já que não há segurança jurídica hoje para se investir dinheiro no futebol brasileiro”.

O presidente da Câmara dos Deputados já havia visitado o Botafogo, que recentemente aderiu ao projeto clube-empresa, depois de um estudo feito pela consultoria Ernst & Young, a pedido dos irmãos João e Walter Moreira Salles. A solução prevê a constituição de uma Sociedade de Propósito Específico, independente do clube social, que tomaria emprestadas as marcas do time (nome, camisa, escudo e vagas nos campeonatos) pelo prazo mínimo de trinta anos e passaria a administrar todos os ativos relacionados ao futebol, sanando uma dívida de até 300 milhões de reais.



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